O documentarista Samir Abdallah acompanhou um grupo de jornalistas libaneses que realizava uma reportagem sobre o uso de bombas de fragmentação no conflito entre Líbano e Israel em 2006. Esse tipo de armamento se parte quando é lançado liberando vários explosivos menores que atingem grandes distâncias. O material produzido por Abdallah rendeu o longa-metragem "Depois da guerra, a guerra continua". Ele estará presente hoje na sessão do filme na Sala 2 da Caixa Cultural, às 19:15h.
No dia 12 de julho de 2006, o partido extremista libanês Hezbollah atacou Israel ao lançar mísseis sobre o país matando oito soldados e fazendo mais dois como reféns. O governo israelense respondeu enviando tropas de ocupação ao Líbano. A guerra durou 33 dias e deixou cerca de 1.200 mortos
Abdallah aborda em seu filme o sofrimento do povo do sul do Líbano que tenta seguir em frente depois de ver cidades inteiras serem destruídas. Ele tem 49 anos e é um dos coordenadores da rede de cinema de resistência Cinesoumoud desde 1994. Filho de uma dinamarquesa e um egípcio, nasceu em Copenhague, mas vive na França desde os 6 anos.
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