Um dos filmes mais esteticamente audaciosos do Festival é, sem dúvida, “Ano unha”, primeiro longa-metragem de Jonás Cuarón. O sobrenome e o talento foram herdados de Alfonso Cuarón, diretor de “E sua mãe também” e “Filhos da esperança”. “Ano unha” foi exibido no Festival de Veneza e conquistou o Prêmio de Contribuição Artística no Festival de Tessalônica 2007.Sua audácia está no abandono de um dos princípios básicos do cinema: o movimento. Após um ano tirando inúmeras fotos de pessoas próximas, Jonás separou-as por cenas fictícias e, a partir delas, construiu uma narrativa. Desse modo, quebrou o protocolo mais uma vez ao criar a história a partir de imagens já capturadas e não o contrário.
Ao final desse ano, a maioria das fotografias que tinha em mãos era de sua namorada americana e de seu irmão. Daí adveio a história do amor impossível entre um garoto mexicano de 13 anos e uma americana de 24.
A idéia surgiu depois que o diretor assistiu a “La jetée”, curta-metragem de Chris Marker, que também se arrisca pela montagem de fotos para a construção de uma narrativa. No entanto, Jonás consegue levar seu filme a um outro nível. Ao começar a tirar suas fotos – e já com a idéia do que queria na cabeça – ele visava a um formato que não parecesse experimental e que pudesse se desenvolver de maneira agradável.
Nos primeiros cinco minutos de filme, esse objetivo parece se frustrar e muitos espectadores se assustam com a idéia de ter que passar 80 minutos vendo fotos e ouvindo a dublagem. Depois de pouco tempo, no entanto – como o próprio diretor relata – nos esquecemos de que vemos fotografias e apenas nos interessamos pelos caminhos que toma a história.
A idéia surgiu depois que o diretor assistiu a “La jetée”, curta-metragem de Chris Marker, que também se arrisca pela montagem de fotos para a construção de uma narrativa. No entanto, Jonás consegue levar seu filme a um outro nível. Ao começar a tirar suas fotos – e já com a idéia do que queria na cabeça – ele visava a um formato que não parecesse experimental e que pudesse se desenvolver de maneira agradável.
Nos primeiros cinco minutos de filme, esse objetivo parece se frustrar e muitos espectadores se assustam com a idéia de ter que passar 80 minutos vendo fotos e ouvindo a dublagem. Depois de pouco tempo, no entanto – como o próprio diretor relata – nos esquecemos de que vemos fotografias e apenas nos interessamos pelos caminhos que toma a história.
1 comentários:
muito boa a idéia desse cara. parece um slideshow de 80minutos mas nem é cansativo.
adoro o pai dele também.
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